Só me beija se for em espanhol
Besos!
São tão mais doces e carinhosos desse jeito
Sobe pela espinha dorsal do sentimento
E explode no meu rosto
Faiscando de  alegria o meu dia
E esquentando de emoção
O que antes estava frio e sem graça

Tu é um chocolate amargo
De onde o prazer não vem da tua doçura
Mas sim das tuas brincadeiras, da ironia
Das mordidas, dos tapas
De quando me chamas de animal!
Eu adoro isso!

É essa mistura do violento com o doce
De pancadas e abraços
Que faz meus dias melhores
Desde que te conheci

Palestra muito interessante sobre educação e tecnologia, vale a pena ver,

Por Luli  Radfahrer:

http://videolog.uol.com.br/video.php?id=389425

pulsacao

O espetáculo PULSAÇÃO busca tratar, dentro de parâmetros como o peso, fluxo, tempo e direção, o contexto do nascimento das relações que são, de pronto, permeadas pela cumplicidade. Seja a relação de amizade, profissionalismo, amor ou irmandade.

Pulsação é encontrar um ritmo específico para cada pessoa que passa por nossas vidas e fica. É encontrar, também, o ritmo daquelas que passam e se vão. É descobrir o que nos foi deixado, para então reconstruir.

ACena dança Pulsação

Dias 14, 15, 16, 21, 22, 23 de Novembro

Theatro Santa Roza

Sextas e Sabados as 21h e domingos 20h

Ingressos: 10 e 5 reais

Direção: Rosa Cagliani e Joyce Barbosa

Bailarinos: Ali Cagliani, Aretha Paiva, Bia Cagliani, Laís Luah, Marcos Brandão e Naná Vianna

Músicos e Compositores: Erick de Almeida e Thiago Sombra

Vídeos do Alieenígenas no MPB Sesc 2008!!! O primeiro vídeo mais curto, foi filmado mais de perto, o segundo é mais longo e tem também a entrevista, além de ser filmado de longe.

Não gosto desse nome, prefiro Baixo mesmo. Porque tem que ser Contrabaixo? Não sou contra o baixo, do contrário, sou a favor, e acho que deveria ser Próbaixo. Não confudam com pra baixo. Aí já é uma questão de de ordem psicológia, o que não vem ao caso. Em inglês chamam de Double Bass, não tem nada de duplo nele, mas chamam assim. Só que o contrabaixo e o double bass são instrumentos para os chatos de orquestras e puristas do jazz.

E o que veio mesmo cair no meu gosto foi o Baixo, Baixo Elétrico, que gasta energia porque precisa ser amplificado, e que sem amplificador fica baixinho mesmo. O Baixo que lá em cima chamam de Bass Guitar. Guitarra Baixo, confundiu? Pois é justamente o que ele é, uma Guitarra, só que baixo, grave. O Tio Leo Fender inventou a guitarra elétrica, para fazer um barulho danado, e deixou os baixistas bem baixinhos mesmo. Aí então que ele teve outra sacada genial, inventou de pegar as cordas do baixo, o corpo da guitarra e fazer um novo instrumento, e surgiu o Precision Bass Guitar. Eita, agora mais um nome para o contrabaixo, quer dizer, baixo, só baixo. Precision com bastante precisão. O contrabaixo dos chatos de orquestra não tinham trastes, não tinham o divisor feito em metal que separa as notas musicais, tinham acertar de ouvido mesmo, tornando mais chato ainda aprender o contrabaixo da orquestra.

Colocando os trastes na Guitarra Baixo, ele criou um instrumento que soava como um contrabaixo, parecia uma guitarra elétrica, e tocava-se como… como você quiser. Com uma palheta, com os dedos ou com os dentes, agora todo mundo podia aprender o baixo. E eu também.

Não quis aprender a tocar baixo, não queria tocar baixo. Mas foi por uma necessidade, não minha, mas da banda da qual sou integrante, não a necessidade de uma “pessoa” para  tocar baixo, mas a necessidade musical de haver um baixo. A música pedia sons graves. Porque pede sons graves, estou descobrindo com o tempo. Dizem que o ritmo é o esqueleto da música, mas o grave serve pra quê? Dizem que se encaixa no mesmo papel do ritmo, é esqueleto também. Dizem que o baixo é para manter o ritmo e harmonia da música, que o baixo é o que segura a banda, dizem que é a cozinha. Talvez pelo próprio timbre e altura do instrumento ele se encaixa nessa posição. O baixo preenche, com um som amplo e gordo, a música. Talvez tenha essa função no sentido de que todas as faixas do espectro sonoro tenham que ser preenchidas.

O baixo no grave, a guitarra nos médios e agudos… Então dentro dessa concepção de esqueleto e ritmo, e cozinha, de tanta cozinha o baixo ficou gordo e lento. Então enquanto o cabelo do Elvis e o iêiêiê dos Beatles reinava, o baixo teve uma função meramente auxiliar, que só veio mudar quando os cotonetes black power funkeiros americanos resolveram mostrar o potencial escondido do baixo, e inventaram o Groove, brother… Groove de verdade, criativo, balançado. E o groove inundou tudo, invadiu o Jazz e criou Jaco Pastorius, a lenda do baixo, que eu recomendo pra quem quiser saber o que é fazer arte com um instrumento. E a partir de Jaco o baixo elétrico se solidificou e se desenvolveu como um instrumento de inúmeras possibilidades.

Então depois de pensar isso tudo, me pergunto qual é o meu papel nessa história de baixo. A afirmação que mais me fez sentido é que “O baixo está a serviço da música”. Pois é, a serviço da música indica que o baixista deve sentir a música e entendê-la, e dedicar toda a sua criatividade para dar para música aquilo que ela pede de você. É bem diferente de marcar ritmo, ou de ser o instrumento principal na banda, como alguns fazem. É uma questão de que a composição é maior que os instrumentos individuais, e que tudo deve interagir para formar um todo. O músico deve entregar-se à composição.

Não  estou querendo me gabar, mas acho que Jaco Pastorius pensava da mesma forma. Ao escutar um disco dele, dá para perceber que o baixo não é o principal, mas sim a música. E a partir da música é que ele invoca a sua genialidade de instrumentista.

Então concluo dizendo que o músico deve servir à música, e não ao seu instrumento.

O mais importante é criar música, fazer coisas novas e não ter medo de quebrar as fronteiras da criatividade.

Ivan Quirino

(O texto acabou ficando meio sério no final, comigo é assim, começo na inocência, e daqui a pouco entro em estado de reflexão, coisa de doido mesmo.)

A solidão é fera
A solidão devora
É amiga das horas
Prima-irmã do tempo
E faz nossos relógios
Caminharem lentos
Causando um descompasso
No meu coração

Alceu Valença

 

O avô morreu de cana

O pai morreu, de cana

A mãe, morreu de cana

E a avó morreu de vinho

 

A tia era da cachaça

O tio amava whisky

 

O primo morreu de cana

A prima morreu, de cana

E o filho?

O filho, 

O filho morreu também…

Morreu de amor

[pra torar na emenda]

 

Ivan Quirino

Quando te falo

Estás saindo

Se telefono

Está ocupado

Um recado

Não respondes

Dos meu braços

Tu escapa

Onde te escondes?

Nunca estás em casa

Ainda assim,

O teu perfume suspiro

E nos teus cabelos,

Nos teus cabelos,

Me perco

 

Ivan Quirino

Pirulito e Primo Pinto

Pirulito foi na padaria, pedir o pão da tia
Chegou lá não tinha, foi ver o que fazia
Decidiu ir na vendinha, o que lá tinha era farinha
Perguntou para vizinha, mas só viu a putaria
Ela de quatro só gemia, e o negão só a fodia

Então ele foi falar pra tia: “Tia, não tem.”
“Que conversa menino, vá lá leve seu primo”
Pirulito foi de moto, “Segura, muleque senão eu te aborto!”
Ele chegou no mercado, coisa grande pra caralho
Olhou pro lado tinha alho, do outro só chocalho
Procurou a padaria, lá no fundo
Mas ficou mudo, e surdo
De tanta gata nesse mundo

“Peraê, muleque, eu vou é paquerar”
“Vai lá comprar o pão, se eu levar um fora, a gente vai chegar”
“Aí gata, meu nome é Pirulito, como vai o piriquito?”
“Se liga bandido, meu namorado é garantido!”
“Trinta quilos de supino, 5 é só no pinto”
“Qualé gata? De boa, tu é a maior coroa!”
“Já comprei o pão, Pirulito, vamo é se mandar”
“Essa gata tá acabada, o negócio é vazar”
“Você tá é certo, primo Pinto, vamo pegar subindo”

Pirulito pega a lambreta, linda como a lua
A moto é seu xodó, parece mulher nua
Pula, quebra, passa logo para a rua
“Segura, Pinto! A moto é toda tua!”
Corre, faz curva, ultrapassa a perua

Por um milagre, primo Pinto chega em casa
“Toma, Tia Clara, o pão e a cocada”

“Muito bem, menino, agora vai dormir, vai!”

 

Ivan Quirino

E se me permites roubar-te a expressão
Caminhamos como namorados
E se me permite manter esta ilusão
Quero seguir sempre namorado teu

Sem beijo, sem sexo, e o nexo cadê?
Nu de corpo e alma esperando
Veja quero te mostrar, eu
Nada desse medo que sem querer
Transpôs o topo de meu confuso entender
Me olhe sem essa de pudor

Sim me olhe assim
Sem o respeito reto, que um carente eterno
Tem à dama de seu mundo
Merecendo enfim, suspiro de grafite
Que um poeta triste, desenha tudo mudo

Autor Desconhecido

P.S.: Em breve descobrirei o autor.