Curva de raio infinito
da minha cidade até a sua
passei por muitos retângulos
vi muitos quadrados
empilhados com seus triângulos
formando castelos
Lembrei das esferas de tua face
das elipses em teu corpo
das circuferências que minhas mãos percorriam
e das retas que nossos movimentos faziam
Em cima daquele cubo
eu te amava, mas você fingia
desejava outras redomas
queria experimentar novos cilindros
testar novas dobras
Decidi dobrar a folha
ir rabiscar outros espaços
antes que com seus complexos compassos você
me engolisse como um ralo
e cuspisse fora, como um papel jogado no lixo
Criei meus polígonos complexos
minhas formas misteriosas
moldei meu mundo a meu gosto
desenhei as áreas das minhas alegrias e
tracei as curvas da minha solidão
E agora percorro novamente
essas curvas de raio infinito
olhando novamente esses cubos
com suas pirâmides empilhadas
buscando o teu castelo
para desenhar mais uma vez em você
aquilo que deixei de viver
2 Comentários
Isso ficou legal, deu o gás. o/
Ivan tem mesmo futuro na poesia