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Faça o que eu faço, mas não faça o que eu digo.

O tempo

Escrito por Ivan Q. em Junho 12, 2008

Difíceis são os dias que estou sem ti
As horas distante são frias
Os minutos são de euforia
Começo a contar os segundos
Que passam devagar, longe de você

Em momentos oportunos,
Sem pressa, sem agonia
Te diria
Que longe de ti,
É sem sentido
Sem motivo
Monótono

Então irei de encontro a ti
E em noites frias
Te tirar a melancolia
Para passar, todos os segundos
Juntinho, coladinho, perto de você

Ivan Quirino

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Vida de cão…

Escrito por Ivan Q. em Maio 10, 2008

Vida de cão...

Virtualização, Arch Linux, Bash, Vim, Shell Script…

Te deixa longe das melhores coisas da vida…

Linguagem de cola, fita adesiva…

Se servisse para juntar meus blocos…

Se fosse útil para construir felicidade…

Ivan Quirino

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Nova seção: Fotos

Escrito por Ivan Q. em Maio 3, 2008

Criei uma seção de fotos para botar algumas fotos legais para quem quiser ver. Tá logo no menu acima.

Abraços!

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Phun, kit de física em 2D

Escrito por Ivan Q. em Abril 21, 2008

Apresento o Phun, um software simulador de física em duas dimensões. Ele é como um pequeno laboratório, onde você edita o cenário com figuras geométricas simples, o que vale é a criatividade. O mais interessante são os elásticos e rodas, com eles é possível fazer máquinas que se movem, catapultas, alavancas, etc. Eu mesmo fiz uma catapulta e um tanque de guerra com canhão de molas. Uma das coisas mais divertidas é a água, dá para mover objetos com a força da água. Cuidado! O Phun pode ser extremamente viciante no começo! Queria chamar atenção pois este é um software em desenvolvimento, e possui bastante falhas ainda, então não se espante quando os objetos em movimento atravessarem uns aos outros. Aqui vai um vídeo do Phun:

Site do Phun: http://phun.cs.umu.se/wiki

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O Matador de Cocos

Escrito por Ivan Q. em Abril 7, 2008

O Matador de Cocos

Da Wikipédia: “Coco, coco-da-praia, coco-da-índia ou ainda coco-da-baía é o fruto do coqueiro” Interessante saber não é??

Foi em um dia que tinha 2 cocos na geladeira da casa dele. Desde que aqueles cocos tinham chegado, ele paquerava com os cocos. Quando abria a geladeira para pegar um copo d’água, passava os olhos sobre os cocos e sentia o desejo de saboreá-los. Sabedor do valor nutritivo que os cocos possuíam, ricos em potássio, sódio, fósforo, cloro e fibras, além do ótimo sabor, ele planejou o dia e a hora de digerir-lhes de uma vez por todas. Seria no dia seguinte, à tarde, quando estivesse sozinho em casa. Dormiu pensando em cocos:

” …é um alimento adequado contra aterosclerose, para o sistema nervoso, cérebro e pulmões, além de ser um bom alimento para os diabéticos. A água de coco é muito saborosa. Pode ser empregada como diurético, por ser inofensiva e rica em sais de potássio. É também indicada nos casos de diarréia, vômitos ou mesmo desidratação. Tem grande eficácia nos casos de pressão alta, problemas cardíacos, cãibras, astenia, dores de cabeça e mal-estar. Ajuda também no crescimento infantil e no combate ao colesterol.”

O coco verde. O coco maduro não é indicado para cardíacos ou hipertensos.

Quinta-feira, três horas da tarde. Chega a hora que havia planejado para comê-los. Tirou um coco da geladeira, preferiu deixar o outro para a sexta-feira. O coco já havia sido cortado previamente para facilitar sua vida. Então pegou sua faca, procurou a parte mais fina da casca e golpeou o coco com relativa força e fez um pequeno corte, que não permitia que a água jorrasse. Após sucessivas facadas ele abre um buraco suficiente e derrama a saborosa água em um copo e bebe-a. Satisfação maior não houve naquele dia cansativo cheio de pensamentos.

Então percebeu que a água não era o bastante, e percebeu que o coco estava recheado da saborosa “carne de coco”. Sendo classificado como uma drupa fibrosa, o coco foi perfurado até polpa, que envolve a água. O buraco que havia feito não era suficiente para coletar a polpa. Para isso o coco teria de ser dividido em dois. Teria de abrir uma imensa fenda ao longo do mesocarpo fibroso (casca) e do endocarpo lenhoso( caroço interno).

Pegou a faca e golpeou-o. Golpeou-o diversas vezes no mesmo canto, golpeou com força até abrir uma pequena fenda, até ver que daquele modo a faca iria ficar presa no mesocarpo, até que a frustração por não ter comido ainda da carne de coco subiu à cabeça e trouxe meios brutais de abrir um coco. Pegou um martelo com a outra mão, e com uma faca na outra olhou para o coco e gritou: “Morra, desgraçado! Você é meu!! Vou devorá-lo até seu ultimo pedaço, até a última fibra, até que não haja mais lembrança sua neste mundo!!!”. Com um golpe fincou em dois centímetros a faca ao longo do comprimento do coco, e com a outra mão golpeou com o martelo em cima da faca, golpeava em ritmo constante, quase ritual, e a faca ia aprofundando-se na casca fibrosa.

O balcão da cozinha estremecia a cada batida, e junto com ele a louça que estava para secar, e os copos na prateleira de cima, tudo tremia em uníssono com a violência desmedida do homem contra um simples fruto da natureza. Só existia para aquele ser, naquele momento único, o coco, sua faca e seu martelo. O seu desejo era só o que importava, que dane-se o resto, seus copos e seus pratos, os vizinhos e quem mais achasse que ele estivesse louco. Naquele instante, aquele ser era a ganância, a ambição e a gula.

Virou o outro lado do coco, fincou a faca, golpeou com o martelo e continuou sua ira, batendo cada vez mais forte, até que rachou o caroço. Então nesse momento ele para e olha o que acabara de concluir e vê o coco abrir-se, como a coisa mais simples que há, do mesmo jeito que abrimos a porta da geladeira de madrugada para pegar chocolate. Então pegou sua colher e as duas bandas do coco, sentou-se no sofá da sala, ligou a televisão para assistir Os Simpsons, e, colher por colher, comeu a polpa do coco lentamente, saboreando cada minuto da sua vitória, da faca e do martelo.

Quando foi jogar os restos mortais do coco do lixo, olhou toda a desordem que acabara de fazer, e lembrou-se dos seus tempos de criança: “…Eu batia o coco na calçada, batia só uma vez, e tinha a água, outra batida,  o coco abria e eu tinha a carne. Olha só o que eu fiz…”.

Ivan Quirino

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Quinta-feira

Escrito por Ivan Q. em Abril 3, 2008

Quinta-feira,

Deixei meu coração no quarto
para sair à rua novamente,
sem medo de morrer mais uma vez
ou que alguém me ressuscite.

Ivan Quirino

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Lia diz: Nerds mandam bem

Escrito por Ivan Q. em Março 28, 2008

Navegando na web acabei topando com esse texto, em que uma mulher elogia o jeito nerd de ser e diz que “mandam bem” com as mulheres. Vale a pena conferir, original, na íntegra:

Nerds mandam bem

Pra começo de conversa, vamos definir a que tipo de nerd estamos nos referindo. Lógico que não são aqueles nerds sem vida social – se, afinal, afirmamos que eles mandam bem, estamos nos referindo aos nerds-que-comem-mulher. Aos que ainda acreditam nos estereótipos mostrados no cinema, Jerry Lewis, Irmandade Lambda Lambda Lambda, meus pêsames. No planeta de onde eu vim, nerd é aquele cara (ou garota) que nutre alguma obsessão por algum assunto a ponto de a) pesquisar; b) colecionar coisas; c) fazer música; d) escrever sobre (normalmente acompanhado de pesquisa); e) não sossegar enquanto não descobrir como funciona; f) não dormir enquanto o programa não rodar – o que não quer dizer que não se relacionem com o sexo oposto.

Enfim, nerds comem mulher sim, e bem – e aqui a gente afirma como e por que isso é verdade.

Aparência

As aparências não enganam: os óculos são de tanto ficar grudado no micro ou na tevê desde criancinha. A má postura é aparente, às vezes com inclinação pra um ou outro lado – provavelmente por carregar o notebook. Ele tem calos nas bases das palmas das mãos – e isso não tem nada a ver com punheta, mas com mouse e digitação. Às vezes o visual é moderno, retrô, desleixado, arrumadinho demais… tanto faz, nega. O fato é que, se você não conheceu ele pela internet, provavelmente ele é bonito, senão não haveria aquele contato visual que determina se a outra pessoa é interessante ou não. Aliás, mesmo caras que você conhece pela internet podem ser lindos. Ou ele é feinho, mas você está apaixonada pelo intelecto dele, pela conversa, sei lá, e acha ele maravilhoso. Portanto, se você tem um nerd em suas mãos, ele é maravilhoso – e foda-se a má postura, se ele estiver deitado ou de quatro em cima de você, isso é o de menos, acredite.

Refinamento cultural

Nerds lêem. Nerds pesquisam. Nerds gastam 70% do salário em música. Nerds adquirem conhecimento. Não importa em que área, o que importa é que o vocabulário deles é ilimitado. Um “Você é a estrela mais brilhante do céu” certamente virá acompanhado de uma aula sobre o Sistema Solar onde você descobrirá que, na classificação de tamanho das estrelas, a Alfa é a estrela mais brilhante de uma constelação, e se o Centauro é a constelação mais perto do nosso sistema solar, você é a Alfa-Centauro brilhando no coração dele. Um bilhetinho com uma letra de música nunca, graças a deus, nunca vai ser uma letra cafona do Bryan Adams: ele sempre vai achar uma banda obscura, um cantor performático, ou vai te convencer de que aquela guitarra FALA, e é sobre amor. Ele pode inclusive escrever um conto em sua homenagem, fazer cartões feitos de disquetes obsoletos, realizar instalações artísticas em vídeo digital, criar uma conta no servidor dele pra você baixar o que quiser do HD dele, mas NUNCA, NUNCA, NUNCA vai demonstrar seu amor chamando aqueles carros com alto-falante e fogos de artifício. Nunca. Pense nisso.

Dedicação

O nerd-padrão tem tesão no mecanismo das coisas. Do mesmo jeito que quando ele era pequeno, desmontava relógios pra saber como funcionava, hoje ele quer saber como a sociedade se porta perante problemas, como funciona uma distorção, qual a aplicação do efeito doppler para descobrir a idade de uma estrela, ou melhor ainda, qual é a melhor maneira de te fazer gozar. Vai se dedicar a descobrir cada movimento que te dá prazer, vai tentar decifrar cada gemido seu, vai olhar bem pra saber onde está metendo a língua, vai cuidar de você como se fosse o seu set de dados de RPG. Principalmente para não perder o D4.

Fora dos padrões

A melhor coisa dos nerds, sem dúvida, é que eles não são como os outros caras. Lógico que eles acham a Ellen Roche gostosa, que idéia, mas na prática eles gostam de garotas branquelas, magrelas ou com barrigas macias e apertáveis, esquisitinhas, com maquiagens estranhas, sem maquiagem alguma, garotas-fetiche de couro e vinil, garotas aparentemente sem charme mas que tenham lido “Uma Breve História do Tempo” e entendido. Ou seja, tem pra todas. Não tem essa de “eu não faço o tipo dele” – todas fazem, desde que o conteúdo siga a mesma linha do dele, ou que o gosto musical seja razoavelmente parecido. Fica tranqüila.

Teoria do Caos

Você nunca pode prever um nerd na cama. Aquela cara magrelo e aparentemente inofensivo pode ser um vulcão e te dar vários tapas na bunda e te pegar de jeito – e o melhor, ele é magrinho, não vai te machucar, maravilha. Aquele outro que se apaixona facilmente por qualquer mulher que sorri pra ele pode esconder um kit SM no armário. Aquele outro ali que ouve RPG Metal e tem cara de que nunca comeu ninguém, não duvide, ele pode estar envolvido em rituais pagãos envolvendo orgias à luz da lua e sacrifício de virgens. Aquele outro que passa o dia visitando sites de sexo bizarro com animais, anões e ets pode ser um gentleman e fazer aquele papai e mamãe básico cheio de carinho e beijos e abraços que a gente adora. Você não tem como prever, eles são esquisitos, eles são freaks e isso é excitante demais. Rotina? Só se for rotina em C++.

* * *

É por isso que eu e minhas amigas somos partidárias do movimento “Nerds Mandam Bem”. Porque se eles não dormem enquanto o programa não roda, eles não gozam antes de te fazer gozar. Se eles sabem a estratégia perfeita para matar um orc com uma adaga independente da pontuação, eles sabem te conquistar. Se eles devoram todos os livros que vêem pela frente, sempre saberão as palavras certas pra te deixar excitada só de ouvir. E porque se eles amam tanto sua coleção de discos, podem amar você também.

Lia Amâncio

Referência: http://liaamancio.wordpress.com/2006/12/10/nerds-mandam-bem/
Novo blog da Lia: http://www.gardenal.org/lounge/

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Bem vindos à minha página na Web!!

Escrito por Ivan Q. em Março 22, 2008

Vocês podem esperar coisas legais aqui, ou não. Por enquanto leiam o nobre propósito deste blog/página clicando aqui. Vocês podem ver alguns desenhos que eu fiz clicando aqui. Tá certo, eu não sou nenhum grande desenhista.

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